Tarô, o oráculo do autoconhecimento

Nada de previsões. Bem, elas até podem aparecer, mas o objetivo do tarô terapêutico não é esse. Tarólogo e cliente (ou seria paciente?) valem-se das cartas do oráculo para estabelecer um ‘jogo’ cuja principal meta é conhecer-se.

Munidos de Arcanos Maiores e Menores - que compõem o tradicional baralho adivinhatório -, os tarólogos-terapeutas utilizam a sensibilidade e a intuição para ‘acessar’ o inconsciente de pacientes em busca de autoconhecimento.

Em sessões, que variam de uma - em alguns casos - a três horas, os tarólogos tratam de redirecionar a atenção de seus clientes dos fatos externos ao que cada um deles leva por dentro. E assim juntos identificam bloqueios, medos e outros padrões de pensamento e conduta que dificultam a realização do consulente. Essa transformação não é uma tarefa simples, aliás, pode se revelar árdua. E exige, segundo os tarólogos, antes de tudo cumplicidade.

O psicoterapeuta holístico Nil Amorim, de 37 anos, acredita que a empatia seja fundamental no uso terapêutico do tarô. “O terapeuta tem que saber ver quando o caso é pra ele e quando não é. Tem que ser suficientemente verdadeiro com ele mesmo. Quando vejo que não é pra mim, eu indico outro terapeuta. A empatia é muito importante. Tem que existir empatia entre paciente-terapeuta e vice-versa. Por isso, eu gosto de fazer uma entrevista antes de uma terapia; em que exponho o meu tipo de trabalho. Para a pessoa estar me conhecendo, e eu a ela. Agora, o terapeuta tem que ver se o paciente não for pra ele, tem que ser humilde o suficiente para encaminhar e indicar para outro. Ou mandar a pessoa procurar da maneira dela.”

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